O amor é sustentável. O amor sustenta o mundo.

O amor é sustentável. O amor sustenta o mundo.

Sustentabilidade é uma palavra muito trendy. Anda em todo o lado, colada a tudo: embalagens, tecidos, metal, economato, etiquetas com percentagens e selos que prometem futuro. E ainda bem que falamos disso. Sustentabilidade, por definição, significa a satisfação das necessidades atuais sem comprometer o futuro.

E se passarmos isto para as relações… já pensaram? As vossas relações são sustentáveis?

E o amor, o que é? Abrimos uma caixinha com ilimitadas opções e definições. O amor é uma daquelas palavras que parecem simples e, ao mesmo tempo, não cabem em definição nenhuma. Pode ser afeto profundo, sim. Pode ser abrigo. Pode ser força. Pode ser casa.

Amor + sustentabilidade. O que acontece quando juntamos estes dois conceitos?

Talvez nasça uma terceira coisa: amor sustentável. Não é errado dizer que é um sentimento (ou uma forma de estar) que satisfaz a relação atual, no agora, sem hipotecar o futuro.

A palavra “sustentabilidade” é tudo menos um assunto técnico. Porque o que verdadeiramente sustenta o mundo são vínculos. E o vínculo começa em ti. Em mim. Começa na autenticidade.

O teu amor por ti é sustentável? Ou esgota-se no tempo e, de repente, és atropelado por obrigações, pela pressão, pelas cobranças, pela vida a acontecer? O teu eu de agora está a garantir o teu eu do futuro? Ou vais lá chegar em défice? Se o nosso amor por nós está em défice, amanhã vamos acabar por oferecer um amor tóxico, pouco seguro e cheio de condicionamentos ao nosso companheiro/à nossa companheira, aos filhos, aos amigos, aos pais, às pessoas variadas na rua, aos projetos, aos sonhos… e a lista é interminável. E, sem margem de dúvida, todos sairemos prejudicados. O ar fica menos limpo.

O amor sustentável vive na lógica do quanto mais entregas, mais produzes. Porque é uma emoção do tipo Gerador Manifestador. Num segundo, os seus efeitos podem chegar aos lugares onde nada mais chega. Um abraço com amor tem o poder de “reciclar” um corpo quando a força acaba e de voltar a colocar a identidade no sítio certo. Acende a luz da esperança num dia em que tudo parece ter falhado.

Talvez não seja por acaso que estas duas palavras sejam tão utilizadas no momento atual. Pode ser que a grande crise do nosso tempo não seja só ambiental, mas também relacional. E talvez a verdadeira revolução não seja a IA, mas afetiva.

O amor sustentável veste toda a gente. É unissexo e tem uma amplitude enorme. Passa em corrente, com mais experiência, mais histórias para contar; encontra sempre algo novo para amar, porque não ama só o outro: ama a vida.

Esta é a fórmula em que acredito, defendo e pratico em mim, que uso em tudo o que possam imaginar na Meshmess e agora também com o Human Design. Criar relações que sustentem. Criar escolhas que nos fortalecem. Criar vínculos que não nos deixam vazios.

Estamos em fevereiro, o mês da celebração do amor: o mês 2, quando o “eu” reconhece o “outro” e cria o “nós”, que é a continuidade de ti. Feliz mês do amor sustentável.

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