Meshies Voltaram! As Icónicas Flex One Monograma

Meshies Voltaram! As Icónicas Flex One Monograma

A identidade da meshmess ficou marcada por uma peça que, desde o primeiro instante, me pareceu maior do que a sua função óbvia. As Flex One não nasceram como apenas “umas calças de ganga trendy”, ainda que pertençam ao agora pela forma como assentam e se movem, mas como um gesto de intenção, quase uma tomada de posição. Há roupas que organizam o corpo para o mundo e há roupas que devolvem o corpo a si mesmo. As Flex One pertencem a este segundo lugar, aquele onde a estética não é um molde, é uma linguagem. E essa linguagem começou na rua, no ritmo real do dia a dia, onde o estilo não vive de ocasião, vive de verdade.

Como quase tudo o que acontece na meshmess, esta peça nasceu de uma necessidade pessoal e íntima, criar algo que não impusesse uma forma nem uma vestibilidade rígida, não queria a caixa standard onde teríamos todos de caber. Queria o oposto do quem manda é a silhueta. Queria uma peça que abrisse espaço para o corpo, para o estilo e para a identidade. A intenção era simples e por isso mesmo transformadora, a roupa não molda a pessoa, acompanha-a, nos diferentes dias, nas diferentes fases, nos diferentes momentos.

Talvez por isso tenha sido tão raro, para mim que tenho o radar sempre ligado ao trendy criativo, desenhar estas calças sem estratégia de mercado e sem tendências como bússola. As Flex One responderam apenas a uma pergunta que é mais filosófica do que comercial, e se a roupa respeitasse quem somos, em vez de nos pedir para encaixar. A resposta está na própria construção, tamanho único, unissexo, uma amplitude real que veste do 34 ao 44, sem elastano, sem o recurso fácil da elasticidade para fingir versatilidade. Uma única peça, e é mesmo uma única peça, a acolher vidas diferentes em corpos diferentes, estilos diferentes, histórias diferentes. Não foram pensadas para te encaixares. Não pedem que encolhas para caber. Foram pensadas para te acompanhar como és, com tudo o que isso inclui, presença, mudança, variação, autonomia.

Lançar algo que não existia, e que ao que sei continua sem existir desta forma, dá aquela mistura de excitex e frio na barriga que só aparece quando estamos a criar com verdade. Mas a minha forma de estar na vida é clara, “manda-te e depois vê-se, o não está garantido”. A primeira edição foi um sucesso e não apenas em números. Foi um sucesso porque tornou a marca mais visível onde interessa, na rua e na vida real, e porque levou a mensagem para fora do ecrã. Havia espaço para uma moda mais humana, mais livre, mais consciente. As Flex One tornaram-se o carro chefe sem precisar de espetáculo, sem devoluções, sem queixas, com pessoas reais a usá-las no quotidiano, que é onde a roupa prova aquilo que promete.

Na Meshmess repetimos muitas vezes uma ideia que funciona como princípio, a peça é o mundo, a forma como a usas é a tua identidade. E é aqui que as Flex One se tornam uma peça espelho, porque recusam definir género, idade ou estilo e escolhem, em vez disso, adaptar-se a ti. Nunca o contrário. A mesma peça torna-se outra conforme quem a habita, e isso é o mais interessante. Cada pessoa revela uma possibilidade que não estava visível até então. Cada corpo devolve à roupa uma narrativa diferente. No fundo, é isto que me interessa na moda quando ela é boa, quando deixa de ser imposição e passa a ser extensão da individualidade.

E agora, depois de esgotadas há mais de um ano, regressam. Regressam as primeiras, as que deram origem a mais de uma dezena de versões e, sem exagero, ajudaram a definir a assinatura da Meshmess. As Flex One Monograma estão de volta e com elas volta também a raiz, a intenção inicial, a peça que deu início a tudo. Num dia em que se celebra o amor, escolhi celebrá-lo de um modo que me parece mais verdadeiro, lembrar que o maior dos amores é por ti, pela tua identidade, pela permissão de seres. Porque amar também é permitir ser. Porque o amor sustentável começa dentro. Porque não há dois corpos iguais e isso é beleza, não problema. As Flex One continuam a fazer aquilo que sempre fizeram, criar espaço para seres quem és. E continuam a ser uma edição limitada ao stock existente até encontrar a matéria-prima certa que lhes confira a sua identidade. Desta vez demorou um ano ...

Just Like Eli

*imagem gerada com IA 
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